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RESENHA: A RAINHA VERMELHA


25 junho 2017


A história começa com a protagonista, Mare, em um vilarejo muito pobre, onde existem pessoas como ela: de sangue vermelho. Pessoas com sangue vermelho são destinadas a servir a quem possui sangue prateado. Os prateados têm poderes incríveis, como controlar metais, invadir mentes, controlar a natureza e outras coisas. Cada um deles possui um poder. Já os vermelhos são pessoas normais e, portanto, mais fracas que eles.

Mare tem uma família e amigos com sangue vermelho. Ao completar dezoito anos, seus irmãos foram servir o exército, uma guerra liderada por prateados, onde o único sangue derramado é o vermelho, e é quase a vez dela. Em um momento, no lugar onde os prateados vivem, ela descobre sobre a Guarda Escarlate, que é um grupo de revolucionários que estão lutando contra os prateados e a maneira que os vermelhos são obrigados a viver.


Ela passa algum tempo roubando, já que não possui trabalho, e em um momento fazendo isso conhece um rapaz e acaba conseguindo um emprego no palácio de verão do rei, como alguns outros criados que trabalham para os prateados. Ela chega em um dia um tanto especial, já que está tendo uma demonstração de poderes para a escolha de uma nova princesa.  E, no meio dessa exibição, acaba descobrindo um poder estranho. Um poder que vem dela, algo que deveria ser impossível por conta do sangue vermelho. A rainha acaba fazendo com que ela se passe por uma pessoa que ela não é e assuma lugar como uma princesa. Uma das duas princesas escolhidas. É nesse momento que ela entra no mundo dos prateados, sendo forçada a fingir ser um deles por conta desse poder descoberto.

A Rainha Vermelha é um livro que causa bastante impacto. Ele mostra muita força, revolução, confiança, consequências, entre tantas outras coisas. Mostra que precisamos tomar cuidado com quem confiamos, ou podemos por tudo a perder.

É de ficar pensativo com o quanto os personagens com o sangue vermelho sofrem e o quanto são rebaixados por não terem o poder que os prateados têm. Eles são mandados para o exército, servem os prateados como inferiores e nada mais que isso, tanto que não podem nem abrir a boca, literalmente. É como se fossem ser sempre isso, inferiores e descartáveis. E a partir do momento em que uma vermelha descobre poderes e começa a viver no meio deles, é de ficar torcendo para que isso acabe, para que tenha uma revolução.


Me peguei ficando feliz, nervosa, surpresa e com muita raiva, mas mantendo o pensamento positivo mesmo quando era quase impossível. A história é envolvente e bem escrita e os personagens são muito bem desenvolvido. Eu me vi torcendo pela protagonista, ao mesmo tempo em que ficava um pouco nervosa com algumas ações dela. Mare é muito forte, até mesmo protetora, sempre buscando um jeito de melhorar as coisas, embora cometa os seus erros e tenha que aceitar as consequências, mesmo que sempre tentando achar maneiras de resolver o problema.

Os dois príncipes são o oposto um do outro, mas Mare acaba conhecendo a fundo os dois, aprendendo como realmente são. Os personagens secundários também são muito importantes, muito bem desenvolvidos, embora não apareçam o tempo todo. A história é bem desenvolvida, escrita, com o tempo certo pra cada acontecimento, e passa uma lição que foi capaz de me deixar pensativa por um bom tempo, sobre minhas próprias atitudes, sobre confiança, consequências e modo de agir.

A diagramação também é muito bonita. Não é nada exagerada, mas é o suficiente para admirar a arte do livro. A capa é uma das mais bonitas que eu ja vi, embora não seja cheia, seja até simples. As cores e a composição dela ficaram incríveis e muito bem relacionadas com a história. Eu indico A Rainha Vermelha para todos que gostam de ler uma história e ficar um tempo refletindo. Para quem gosta de se surpreender e gosta de sentir muito enquanto lê.

RESENHA: A BUSCA SOFRIDA DE MARTHA PERDIDA


21 junho 2017


Martha Perdida está de fato perdida. 
E seu sobrenome já diz tudo sobre quem ela é. Uma garota que simples e delicada que quer se encontrar.
Martha vive com sua "Mãe" na estação Lime Street em LivePool e ela é um pássaro Liver. A mãe,cujo o nome está em aspas, só tem isso de mãe. A única coisa boa que fez foi encontrá-la e dar um certo abrigo, mas de resto é quase uma louca religiosa que não ´possui amor pela menina inocente. Eu sei, isso está um pouco parecido com um certo conto de fadas, não é? Mas as aparências enganam.

A moça é tão inocente que não vê maldade em ninguém e isso se deve ao fato de nunca sair da estação. Sua "mãe" a proíbe de sai porque, segundo ela, Martha sofre de uma maldição e se sair de lá colocará todos aqueles que ama em risco. Os únicos lugares que a menina conhece estão apenas em palavras, devido aos livros perdidos que ela encontra. Ela tem muitos deles e se pergunta a todo momento como alguém poderia perder ou simplesmente largar algo tão bom como aquilo. De algum modo ela se sente como aqueles livros, Completamente perdidos.


Não vou dizer que as coisas começam a andar quando isso acontece, porque o livro é interessante desde as primeiras páginas, mas digamos que a historia flui melhor a partir do momento que Martha recebe uma carta onde uma pessoa misteriosa diz saber quem ela é e a origem do seu "Era uma vez". Um desconhecido que sabe não só seu nome, mas todo o seu passado. É nesse momento que busca começa. 

Além do grande mistério do seu passado há também uma busca frenética por uma mala do Mal Evans, o guarda costas dos The Beatles, com certeza essa mala também guarda muito mistério e ela é fundamental pra busca da nossa personagem, mas isso vocês terão que descobrir quando lerem o livro.

Além da historia possuir uma grande delicadeza, também encontramos personagens incríveis como a garçonete que é mais mãe de Martha do que a outra que a encontrou, o mendigo simpático com muitas historias pra contar e claro, muito mais. É tanto detalhe que não caberia nessa resenha. A Busca sofrida de Martha Perdida é um livro que você vai aprender, sofrer e se alegrar. Com um final que te deixará encantada, como um verdadeiro conto de fadas deve ser. Não com o exato feliz para sempre, mas com a felicidade que a personagem encontra no final.


Livro: A Busca Sofrida de Martha Perdida
Autora: Caroline Wallace 
Editora: Rocco 
Páginas: 304
Comprar: Amazon 
Livro enviado para resenha 
Nota:         

RESENHA: MELODIA MORTAL


17 junho 2017


Será que a morte de grandes músicos como Beethoven e Mozart está sendo contada da maneira certa? Eles morreram como dizem que morreram? Será que não há algo mais no meio? É isso que vamos descobrir com o maior detetive que a literatura já viu. Sherlock e seu fiel companheiro Watson vão nos mostrar, em forma de contos, que nem tudo é o que parece ser.

O liro é dividido em oito capitulos, que deu muito a entender serem contos narrados por Doutor Watson. Essa foi uma colocação que achei muito interessante. Eu esperava uma historia com começo, meio e fim, mas me deparei com contos. Me surpreendeu. Principalmente se lembrarmos que Watson é um grande fã de seu amigo e anota todas as suas aventuras. O que dá a entender nesses contos é que essas aventuras são pequenas e instigantes.

Outra questão que surpreendeu e fez com que eu ficasse bastante curiosa foi o escritor. Sempre tive vontade de ler algo do ilustre Pedro Bandeira, mas nunca tive oportunidade. E meu Deus, como sua escrita me surpreendeu. O assunto foi tratado de maneira simples, sem deixar passar batido todo o conhecimento que o personagem Sherlock tem em sua mãe. Ou melhor, na sua cabeça.


Isso levando em conta toda a questão de ser contos. Senti falta da riqueza de detalhes que sempre encontramos nas obras desse personagem, mas desconsiderei essa questão. Achei que Pedro Bandeira soube passar muito bem o que quis, sem nos deixar confusos e com boas explicações.

Chega a dar pena ver um livro que possui tão grande pequisa acabar durante horas. Parece que não faz juz a todo o trabalho dos escritores... e ao mesmo tempo parece que sim, Porque mostra (ao menos pra mim) que eles alcançaram o que queriam. Uma historia que nos deixa presos até a ultima página.

Livro muito bem recomendado para todos aqueles que assim como eu, querem conhecer Pedro Bandeira e são grandes fãs de Sherlock Holmes.


Livro: Melodia Mortal
Autores: Pedro Bandeira e Guido Carlos
Editora: Rocco
Páginas: 240 
Comprar: Saraiva 
Livro enviado para resenha 
Nota:          

RESENHA: HORIZONTE VERTICAL


11 junho 2017


Quando recebi esse liro de repente aqui em casa fiquei com medo de começá-lo.

Primeiro porque não era o tipo de história que estou acostumada a ler, e nem uma de minhas favoritas confesso, então fui deixando ele de lado... e deixando... e deixando.

Até que resolvi dar uma chance.

E me arrependi do medo bobo de começar.

Veja bem, a historia tem muita informação e se divide mais ou menos em duas duas partes, passado e futuro, por mais que a verdadeira protagonista não esteja presente na primeira parte do livro. O inicio fala de um explorador que está em busca de uma cidade perdida e (calma não é nenhum spoiler, é só a ponta do iceberg) acaba desaparecendo. Simples assim? Nem tanto. Mas vamos continuar.

Anos depois temos a segunda parte do livro, por assim dizer. Agora contando a historia da protagonista Sophia já adulta, depois de enfrentar grandes mágoas do seu passado, com muitos mistérios e mágia a envolvendo o tempo todo. Isso no entanto, continua sendo outra ponta do iceberg. Agora Sophia está se descobrindo, aos poucos, sem medo, vendo que o futuro tem um plano importante pra sua vida e, com a ajuda de um homem misterioso chamado Zion, descobrirá o perigos que tanto a afingira.


Parece muita informação para um único livro, não é? Bom... na minha humilde opinião, achei muitas bem colocadas demais. Como se a explicação fosse mais importante que a historia. Claro que isso não tirou a essência do livro e o quanto ele conseguiu me prender.A pesquisa muito bem feita de ambas as autoras teve um lucro enorme para o enriquecimento da historia, mas me fez pensar, em certo ponto, que aquilo não seria mais ou menos, também um livro de auto ajuda?

Não posso negar que isso pode ser verdade. Até porque uma das autoras ja escreveu diversos livros de auto ajuda. Esse não seria diferente. Gostei muito de Sophia, achei ela corajosa com seus mistérios e passado e isso foi fundamental pra não me deixar parar a leitura, Além de claro, ter aprendido muitas coisas importantes.

O livro é cheio de pontos importantes sobre auto conhecimento (da personagem e de nós mesmos) com uma historia que vai te prender, talvez não no inicio, mas te deixará com ânsia para desvendar todo o mistério muito bem descrito e colocado por ambas as autoras.

Livro: Horizonte Vertical 
Autoras: Ana Beatriz e Andréa Duarte 
Editora: Globo Livros 
Páginas: 297 
Comprar: Saraiva 
Livro enviado para resenha 
Nota:           
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